Sopa da Pedra
O nosso colega "Sopa de Pelim" andou a fazer umas contas e verificou que, das dezanove (19) iniciativas incluídas no programa da Recepção à Comunidade Educativa, só três são especialmente destinadas ao meio escolar. As restantes dezasseis (16) são de índole muito variada.
Sobre o que é hoje a Recepção, já o nosso leitor Miguel, num oportuno comentário, disse quase tudo quanto havia para dizer. De uma sóbria cerimónia de boas-vindas aos professores recém-chegados a Sesimbra, eventualmente seguida de um moscatel e de uma visita ao concelho, passou-se, nos anos mais recentes, para uma operação de charme de grande envergadura, dirigida a toda a comunidade educativa, com mesa farta de comida e laivos de fantasia com indumentárias de época a condizer.
Não é de espantar que este ano se tenha dado novo passo em frente, fazendo render o peixe ainda mais. Bem vistas as coisas, a Recepção à Comunidade Educativa tem um valor simbólico extraordinário, dado que representa a pedra de toque da filosofia triunfante: o "Carnaval Todo o Ano". A Recepção é, sobre todos os outros, o evento paradigmático da nova ordem, pois, em tempos não muito recuados, foi um marco decisivo no desenvolvimento do génio festivo que hoje, efusivamente, nos rege. Daí que, pelo seu significado profundo, já não coubesse nos limites estreitos de um dia e de uma noite, ou de um qualquer fim-de-semana alargado. Estava escrito que a Recepção haveria de se transformar num imponente cartaz, e o resultado está à vista: durante 20 dias, é um nunca mais acabar de actos, acções e actividades que, tal como os livros do Tintin, se dirigem a um público compreendido entre os 7 e os 77 anos.
O método é simples e evoca a confecção da lendária sopa da pedra. A pretexto de a pedra, propriamente dita – que é a cerimónia da recepção –, ser quase nada, vão-se juntando, como quem não quer a coisa, todos os outros ingredientes. O resultado é bem capaz de ser uma indigestão.
Dando de barato o que pode sair caro (o programa de festas na sua totalidade), convém, no entanto, não perder de vista que o mote será dado já na próxima sexta-feira. E, por uma vez, talvez fosse bom chamar à pedra quem vai ser mestre-de-cerimónias na Fortaleza. Numa curiosa expressão idiomática, os anglo-saxónicos lembram-nos que não há almoços grátis. Daí que fosse interessante saber quanto vai custar tudo isto. Pelo cálculo do "Sopa de Pelim" haverá, potencialmente, 700 comensais. Como diria o Eng. Guterres, é uma questão de se fazer as contas…
Já agora que se fala em números, alguém me sabe dizer que apoio deu a Câmara Municipal de Sesimbra ao Programa “Escola a Tempo Inteiro”?
Sobre o que é hoje a Recepção, já o nosso leitor Miguel, num oportuno comentário, disse quase tudo quanto havia para dizer. De uma sóbria cerimónia de boas-vindas aos professores recém-chegados a Sesimbra, eventualmente seguida de um moscatel e de uma visita ao concelho, passou-se, nos anos mais recentes, para uma operação de charme de grande envergadura, dirigida a toda a comunidade educativa, com mesa farta de comida e laivos de fantasia com indumentárias de época a condizer.
Não é de espantar que este ano se tenha dado novo passo em frente, fazendo render o peixe ainda mais. Bem vistas as coisas, a Recepção à Comunidade Educativa tem um valor simbólico extraordinário, dado que representa a pedra de toque da filosofia triunfante: o "Carnaval Todo o Ano". A Recepção é, sobre todos os outros, o evento paradigmático da nova ordem, pois, em tempos não muito recuados, foi um marco decisivo no desenvolvimento do génio festivo que hoje, efusivamente, nos rege. Daí que, pelo seu significado profundo, já não coubesse nos limites estreitos de um dia e de uma noite, ou de um qualquer fim-de-semana alargado. Estava escrito que a Recepção haveria de se transformar num imponente cartaz, e o resultado está à vista: durante 20 dias, é um nunca mais acabar de actos, acções e actividades que, tal como os livros do Tintin, se dirigem a um público compreendido entre os 7 e os 77 anos.
O método é simples e evoca a confecção da lendária sopa da pedra. A pretexto de a pedra, propriamente dita – que é a cerimónia da recepção –, ser quase nada, vão-se juntando, como quem não quer a coisa, todos os outros ingredientes. O resultado é bem capaz de ser uma indigestão.
Dando de barato o que pode sair caro (o programa de festas na sua totalidade), convém, no entanto, não perder de vista que o mote será dado já na próxima sexta-feira. E, por uma vez, talvez fosse bom chamar à pedra quem vai ser mestre-de-cerimónias na Fortaleza. Numa curiosa expressão idiomática, os anglo-saxónicos lembram-nos que não há almoços grátis. Daí que fosse interessante saber quanto vai custar tudo isto. Pelo cálculo do "Sopa de Pelim" haverá, potencialmente, 700 comensais. Como diria o Eng. Guterres, é uma questão de se fazer as contas…
Já agora que se fala em números, alguém me sabe dizer que apoio deu a Câmara Municipal de Sesimbra ao Programa “Escola a Tempo Inteiro”?

7 Comentários:
Como acabou a história da sopa de pedra? Gostava de saber o que aconteceu aos protagonistas...O que é a "Escola a tempo inteiro"?Não me diga que é o programa que o Sócrates aprovou e que a Câmara deixou cair em saco roto, obrigando muitos pais a fazerem verdadeiras ginásticas durante o ano lectivo. É?Espero que não.
Se queres paga. A Câmara só comparticipa recepções.
Os sindicatos dos professores apelam ao luto dos professores no arranque do novo ano lectivo.
A vereadora Felicia Costa promove dia 15 de Setembro um banquete de recepção aos profissionais do ensino para o qual foram distribuídos centenas de convites.
Os participantes são convidados a comparecer com vestuário evocativo dos anos 60.
Felicia Costa não é vereadora em nenhuma câmara da ilha atlântica gerida por Alberto João Jardim mas sim eleita pela CDU em Sesimbra .
"O que se pode tirar dessa história é uma enorme lição de vida.
Podemos fazer tudo dar certo se realmente quisermos e soubermos usar os temperos certos, mesmo tendo uma pedra como o único ponto de partida."É assim que termina a história da Sopa-de-pedra em vários sítios na net, mas no que concerne a recepção à comunidade educativa, a ementa vai mais além. Segundo consta será servida pelas Horas Felizes (será uma procura de bons augúrios pela Sra. Vereadora?)e será bem mais elaborada. Uma pedra!
Ò Elísio, será que da ementa constarão caracóis maricas?
Ó Pedro, olha que és pedra. Vê lá, não caias na Sopa.
No fundo, parece que a grande vocação desta Cãmara é dar tacho a uns e sopa a outros, conforme são ou não da companha...
Tanto quanto sei o município não deu qualquer apoio às actividades de prolongamento de horário no primeiro ciclo. E até procurou boicotar outros apoios. Estratégia política? Talvez.
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